Bruno Santos, Colunistas, Notícias

O DRD da equipe Lotus. E sua dificuldade.

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Boa noite pessoal.

Depois do relato das mutretas da equipe Mercedes, voltemos a falar de tecnologia. Nesse fim de semana do grande prêmio da Grã-Bretanha de Formula 1, a equipe Lotus prometeu e trouxe fortes novidades técnicas a serem testadas e avaliadas.

Porém, este post vai se concentrar mais numa antiga ideia da equipe (e de toda a formula 1) que está custando a ser utilizada na competição. Trata-se do DRD – Dispositivo de Redução de Arrasto – ou, do inglês, Drag Redution Device. Esse dispositivo foi concebido, e está sendo desenvolvido para fazer a mesma função do F-duct utilizado na #F1 em 2012.

Vamos relembrar rapidamente o F-duct.

DRD? F-duct? DRS? Que sopa de letras!

O duto F (F-duct) foi um modo que a equipe Mclaren desenvolveu para fazer a asa traseira de seus monopostos stollarem, ou seja, perder pressão. Essa perda de pressão era útil nas retas, já que asas muito inclinadas geram uma contra-força de arrasto que prejudica a velocidade final do carro. De 2010 para 2011, o sistema foi proibido na categoria e em seu lugar, foi “comoditizado” o DRS. Quem costuma assistir a #F1, ler e ouvir o speedtrap.com.br deve saber de cor o que é e como funciona o DRS.

Na imagem abaixo, vemos como o ar se comporta frente ao arerofólio traseiro sem o DRS acionado.

Asa_traseira

Figura 1: Impacto do ar sobre a asa traseira. Quanto mais inclinada a asa, mais arrasto e menor velocidade final.

 

  Para o ano de 2012 e 2013, as equipes tentam revitalizar o efeito de estolar a asa traseira para ter melhor desempenho de velocidade final de reta. Porém, fora o DRS, é PROIBIDO qualquer modificação de componentes aerodinâmicos durante o funcionamento do carro.

Figura 2: Funcionamento do DRS.

Figura 2: Funcionamento do DRS.

 

Um dos modo de se fazer isso, é provocar uma pressão de ar tão forte sobre uma estrutura fina em duto de ar que surgirá na saída do duto um pequeno fluxo desse ar, devido à intensa velocidade do carro. Ao se jogar esse fluxo de ar por detrás de uma estrutura aerodinâmica como um aerofólio, ocorre um fenômeno chamda de STALL. Na aviação civil o Stall deve ser evitado ao máximo, afinal, um avião em Stall é um avião que está caindo. Mas na Formula 1, o Stall ajuda a asa traseira a perder a sua função e portanto o carro ganha mais velocidade final de reta. É importante deixar claro que como dessa vez o tal sistema é acionado a partir da velocidade do carro (ou seja, sem interferência do piloto) ele é LEGAL . É o que vemos na figura logo abaixo.

Figura 3: O DRD da Lotus em ação.

Figura 3: O DRD da Lotus em ação.

 

O sistema da Lotus instalado no carro de Kimi Raikkonen nos treinos livres de Sexta-Feira.

 

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E por que a dificuldade?

A ideia do DRD não é nova. Na mesma época que a Mclaren estava implementado seu F-duct a Mercedes implementou o seu “F-duct PASSIVO” mas que agora, o paddock da Formula 1 está chamando de DRD (Drag Redution Device).

A dificuldade, relatada pelos primeiros a se dedicarem a isso, está no fato de que o sistema não “desliga” na mesma velocidade que “liga”. AHN !!!!!!

Vamos a um exemplo: Vamos supor que temos o nosso sistema instalado em um monoposto de #F1 para começar a soprar atrás do aerofólio traseiro quando o carro atingir os 255 km/h. Ou seja, ao se atingir tal velocidade, o DRD começa a soprar a asa, o carro então ganha mais velocidade final ainda. OK. Espera então que quando a velociadade abaixar para menos que 255 km/h o DRD pare de soprar a asa traseira volte a produzir força de aderência.

Pois bem meus caros amigos, segundo Ross Brawn ISSO NÃO ACONTECE. É como se ao abaixar para 155 km/h (valor estipulado para nosso exemplo) a asa traseira do carro ainda estivesse Stollada e portanto sem produzir aderência, é um drama para os pilotos fazerem curvas por exemplo.

Contornar esse problema no DRD. Este é o atual desafio das equipes que querem ter esse ganho de desempenho em retas ou curvas muito abertas.

Espero ter sido bastante didático, pessoal. Até breve com mais novidades. :-)

 

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Bruno Santos

  • CITO

    A LOTUS ESTA NO CAMINHO CERTO QUEREMOS VER AQUELA LOTUS QUE VENCEU COM BRASILEIROS VENCER NOVAMENTE COM O BRASILEIRO FELIPE MASSA DO BRASIL, E O MELHOR PILOTO PARA A LOTUS EM 2014

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